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Sérgio (RJ)
Transtorno do pânico
"ONDE QUER QUE ESTEJAMOS, EM TODO MOMENTO TEMOS A OPORTUNIDADE PARA TRABALHAR PELO BEM COLETIVO"
Procuramos informar sobre o assunto, esclarecendo as pessoas em geral,
pois infelizmente, muitas pessoas com o transtorno do pânico não
procuram ou não recebem tratamento adequado.
Para incentivar o tratamento, é necessária uma maior divulgação
a respeito deste assunto.
Existe um abaixo assinado para se conseguir que uma pessoa com
transtorno de pânico, diagnosticada pelos orgãos públicos (INSS)
possa receber os benefícios sociais, quando essa pessoa estiver
incapacitada para o trabalho.
É rápido, fácil e com sigilo! Participe!... http://gopetition.com/info.php?petid=2084
" Isso é algo que não desejo nem para meu pior inimigo ",
expressão muito usada por quem passou pelas crises.
Existem pessoas, não importa de que classe social, que vagam pelos
consultórios e clínicas do mundo inteiro sem que ninguém seja capaz de
lhes dizer qual a verdadeira origem de seus males.
A pessoa passa por uma série interminável de consultas e exames,
em boa parte pagos com dinheiro público; acabam entrando em
estatísticas de certas doenças, mas não tem seu problema resolvido.
Três quartos das pessoas com distúrbio mental não estão onde deveriam
estar: no psiquiatra ou no psicólogo. Estão nas mãos do cardiologista,
do neurologista ou de outro especialista qualquer. É uma multidão
que não trata a sua doença de forma adequada, pois um mau diagnóstico
pode levar essas pessoas a conviver com enormes desconfortos, que
acabam se estendendo à toda a sua família.
" Tenho tanto medo. Toda vez que me preparo para sair, tenho aquela
desagradável sensação no estômago e me aterrorizo pensando que vou
ter outra crise de pânico. "
" De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum
motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para
respirar. Pensei que fosse morrer. "
"Quais os sintomas físicos de uma crise de pânico?
Como se descreve acima, os sintomas físicos de uma crise de pânico
aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir,
mas fica difícil de se perceber).
Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma
"coisa terrível".
A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo,
o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos
membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo,
incluindo os orgãos sexuais.
Eles podem incluir :
.Contração / tensão muscular, rijeza
.Palpitações (o coração dispara)
.Tontura, atordoamento, náusea
.Dificuldade de respirar (boca seca)
.Calafrios ou ondas de calor, sudorese
.Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
.Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está
prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal
acontecimento
.Confusão, pensamento rápido
.Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
.Medo de morrer
.Vertigens ou sensação de debilidade
Uma crise de pânico dura caracteristicamente vários minutos e é uma
das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém.
A maioria das pessoas que tem uma crise terá outras (se não tratar).
Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de
ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico.
O que é o transtorno do pânico?
Transtorno do pânico é um problema sério de saúde.
Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade,
caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes
aparentes e, frequentemente, incapacitantes.
Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige,
fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa
pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações
e começar a evitá-las.
Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem
atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode
se tornar incapaz de dirigir ou mesmo por o pé fora de casa.
Neste estágio, diz-se que a pessoa tem transtorno do pânico com
agorafobia. Desta forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão
grande na vida cotidiana de uma pessoa como outras doenças mais graves
- a menos que ela receba tratamento eficaz e seja compreendida
pelos demais.
O que causa o transtorno do pânico? Por que ele ocorre?
De acordo com uma das teorias, o sistema de "alerta" normal do
organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que
uma pessoa reaja a uma ameaça - tende a ser desencadeado
desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente.
Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras.
Constatou-se que o transtorno do pânico ocorre com maior frequência em
algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação
importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem
desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem
este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.
O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são
responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células
do sistema nervoso).
Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de
todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar,
pensar, memorizar, etc).
Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar
algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos
incorretos.
Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma
informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma
ameaça ou perigo que na realidade não existe.
É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em
horas totalmente inapropriadas.
No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se
em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
O transtorno do pânico é um problema sério?
É considerado um problema sério de saúde. Atualmente 2 a 4% da
população mundial sofre deste mal, que acomete mais mulheres do que
homens em uma proporção de 3 para 1.
Há muito que o transtorno do pânico deixou de ser um diagnóstico
de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade de um diagnóstico
de certeza para tal entidade
clínica.
As pessoas que sofrem deste mal costumam fazer uma verdadeira
"via-crucis" a diversos especialistas médicos ("doctor shopping") e
após uma quantidade exagerada de exames complementares recebem, muitas
vezes, o patético diagnóstico do "nada", o que aumenta sua
insegurança e seu desespero.
Por vezes esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como:
estafa, nervosismo, stress, fraqueza emocional ou problema de cabeça.
Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de
fato e de que não existe tratamento para tal patologia.
O transtorno do pânico é real e potencialmente incapacitante, mas pode
ser controlado com tratamentos específicos.
Por causa dos seus sintomas desagradáveis, ele pode ser confundido com
uma doença cardíaca ou outra doença grave.
Frequentemente as pessoas procuram um pronto-socorro quando têm
a crise de pânico e podem passar desnecessariamente por extensos
exames médicos para excluir outras doenças.
Os médicos em geral tentam confortar o paciente em crise de pânico,
fazendo-o entender que não está em perigo.
Mas estas tentativas podem às vezes piorar as dificuldades do
paciente: se o médico usar expressões como "não é nada grave", "é um
problema de cabeça" ou "não há nada para se preocupar", isto pode
produzir uma impressão incorreta de que não há problema real e de que
não existe tratamento ou de que este não é necessário,
conforme já comentado.
Qual é a população atingida?
As pessoas que tem o transtorno do pânico, em sua maioria, são pessoas
jovens (faixa etária de 21 a 40 anos), que encontram-se na plenitude
de suas vidas profissionais.
O perfil da personalidade das pessoas que sofrem do transtorno do
pânico, costuma apresentar aspectos em comum: geralmente são
pessoas extremamente produtivas à nível profissional, costumam assumir
uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres, são bastantes
exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos,
têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas
cotidianos, alto nível de criatividade, perfecionismo, excessiva
necessidade de estar no controle e de aprovação, auto-expectativas
extremamente altas, pensamento rígido, competente e confiável,
repressão de alguns ou todos os sentimentos negativos (os mais comuns
são, o orgulho e a irritação), tendência a ignorar as necessidades
físicas do corpo, entre outras.
Essa forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações
de stress acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da
atividade de determinadas regiões do cérebro desencadeando assim um
desequilíbrio bioquímico e consequentemente o aparecimento do
transtorno do pânico.
Vale ressaltar ainda que alguns medicamentos como anfetaminas (usados
em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack,
ecstasy, etc), bebidas alcoolicas, podem aumentar a atividade e
o medo promovendo alterações químicas que podem levar ao
transtorno do pânico.
Existe tratamento para este problema?
Existe uma variedade de tratamentos para o transtorno do pânico.
O mais importante neste aspecto é que se introduza um tratamento que
vise restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral numa primeira
etapa. Isto pode ser feito através de medicamentos seguros e que não
produzam risco de dependência física dos pacientes.
Numa segunda etapa prepara-se o paciente para que ele possa enfrentar
seus limites e as adversidades vitais de uma maneira menos
estressante.
Em última análise, trata-se de estabelecer junto com o paciente uma
nova forma de viver onde se priorize a busca de uma harmonia e
equilíbrio pessoal.
Uma abordagem psicoterápica específica deverá ser realizada
com esse objetivo.
O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do
paciente com o mesmo.
É importante que a pessoa que sofre de transtorno do pânico
entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e que queira
fazer uma boa "aliança terapêutica" com seu médico no sentido de
juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca
do seu equilíbrio pessoal.
Para as pessoas que não tem, e para as que possam vir a conviver com o problema.
O transtorno do pânico não é loucura, nem "frescura". Infelizmente é
comum que os distúrbios psíquicos sejam interpretados como simples
fraqueza de caráter.
O melhor jeito para conviver com uma pessoa que passou pelo transtorno
do pânico, é compreender pelo que a pessoa passa; fazendo com que
essa pessoa saiba que você entende o que se passa com ela, isso irá
tranquilizá-la, trazendo bem-estar, pois é bem difícil se ter um
"ataque", perante uma pessoa ou ambiente que conheça o problema,
junto com um "tratamento", preferencialmente, tratado por um
psiquiatra.
Pois os que sofrem com o transtorno do pânico são ótimas companhias,
devido a sua sensibilidade apurada, pois uma experiência ruim algumas
vezes frutifica em crescimento interior.
>E sempre mantenha essa pessoa normalmente convivendo com suas
atividades, percebendo as suas limitações e não "forçando nenhuma
barra".
Aos poucos a vida volta a normalidade.
O Transtorno do Pânico é comum, pode ser claramente definido,
diagnosticado e tratado.
O conhecimento obtido através da pesquisa está resultando num
aperfeiçoamento da diagnose, tratamento e qualidade de vida das
pessoas que sofrem do distúrbio do pânico.
Preparação profissional: com o aumento da informação, tornando as
pessoas cientes do distúrbio, assim médicos e profissionais de saúde
mental, devem se preparar para o diagnósticar e/ou tratar do distúrbio
do pânico.
"Nenhum Grande Inquisidor tem prontas tão terríveis torturas como
a ansiedade tem; e nenhum espião sabe como atacar mais
inteligentemente o homem de quem ele suspeita, escolhendo o instante
em que ele está mais fraco; ou sabe onde colocar armadilhas em que ele
será pego e enredado, como ansiedade sabe e nenhum juiz é mais esperto
e sabe interrogar melhor, examinar, acusar como ansiedade sabe, e
nunca o deixa (a vítima) escapar, nem através de distrações, nem
através de barulhos, nem divertindo, nem brincando, nem de dia nem
de noite..."
Soren Kierkegaard, The Concept of Dread.
(*) O conteúdo apresentando nesta página foi reeditado pela equipe
http://www.emporiobrasil.eti.br com a autorização do autor do site original
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Fonte:
Sergio,
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